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domingo, 11 de março de 2012

Sim, os franceses são gentis

Li uma matéria hoje no site da Viagem e Turismo que vem reforçar aquilo que eu sempre falo sobre a França: que lá encontramos pessoas gentis, educadas, dispostas a ajudar, solícitas. O título do artigo diz tudo "Gentileza gera gentileza". É nesta tecla que eu sempre bato, se um grupo entrar no restaurante falando alto, se tratar mal um atendente de loja, se não chamar as pessoas de "senhor" ou "senhora", é claro que receberá tratamento parecido de volta.

Mas, quando se é gentil com um francês a retribuição vem em dobro, em forma de cortesias as mais inesperadas, como, por exemplo, a que tivemos em um ônibus de linha em Reims, quando o motorista, percebendo que éramos turistas, levantou do seu assento e foi até a última fila de poltronas, onde estávamos sentados, para nos entregar um guia da cidade. Ou do senhor no ponto de ônibus em Paris, quando fomos pedir informação e ele respondeu em francês: "Qual língua vocês falam?" Jamais imaginávamos que, quando soubesse que falávamos português, explicaria todo o caminho no idioma lusitano.

Para quem ainda tem qualquer preconceito contra os franceses, vale à pena dar uma lida nesta matéria.

http://viajeaqui.abril.com.br/materias/dicas-para-lidar-com-franceses

 No Chez Eugène, na Place du Tertre, em Paris.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Chucrute caseiro

Uma das maneiras de se viajar para outros lugares é conhecendo os gostos e sabores característicos de cada país. Por isso, decidimos continuar nossa "viagem" testando algumas receitas de comidas típicas de outros países e compartilhando com quem possa interessar aqui no blog.

Nossa primeira receita é o Sauerkraut, ou chucrute, que nada mais é do que uma conserva de repolho fermentado. Muito comum na Alemanha, também comemos bastante chucrute na França, na região da Alsácia.

Além de saboroso, o chucrute é super saudável, ele é um probiótico natural que fortalece o sistema imunológico, evitando gripes, infecções e problemas gastrointestinais.

Nós gostamos de saboreá-lo refogado com bacon, acompanhando batatas, carne de porco ou marreco. No cachorro-quente é indispensável.

Se você também gosta e quer aprender a fazer, assista ao vídeo e mãos à obra!


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Paris sera toujours Paris...

O que eu posso falar sobre minhas impressões a respeito de Paris? É difícil resumir tudo em uma só frase, mas existe uma canção gravada pelo Maurice Chevalier (não sei quem é o autor da letra), que exprime bem o que eu acho da cidade: “Paris sera toujour Paris, la plus belle ville du monde...” (Paris será sempre Paris, a mais bela cidade do mundo).

A atmosfera elegante, as pessoas educadas, arte e cultura em toda parte... Eu tenho uma relação com o cheiro da cidade. Tem várias cidades cuja primeira sensação que vem quando eu me lembro delas é o cheiro. De Paris eu tenho isso, a lembrança do cheiro.

Se eu pudesse indicar um lugar para passar um dia inteiro exercitando a “L’art de vivre” francesa eu diria: guarde esse tempo para passear por Montmartre, o bairro mais boêmio da cidade, com artistas de todos os tipos, restaurantes fantásticos, arquitetura idem. Coma um boeuf bourguignon no Chez Eugène, uma tarte tatin de sobremesa e beba um vinho da casa por mim. É neste bairro que ficam o Moulin Rouge e a Sacré Coeur. Lá também tive a felicidade de visitar Juarez Machado, artista catarinense que ganhou a França com seu talento e suas excentricidades.

Mas também não é possível deixar de conhecer, estando em Paris, o apaixonante Musée d’Orsay, às margens do rio Sena, com seus Degas, Van Gogh, Monet, Cézanne, Gauguin, Matisse, Manet, e tantos outros. Na minha leiga opinião, tudo o que eu mais gosto de arte ocidental do início do século 19 e início do século 20 está lá. E o Orsay é muito mais acessível (no sentido de facilidade para conhecer as coleções) do que o Louvre.

Claro que é indispensável visitar os pontos turísticos como Torre Eiffel, Arco do Triunfo, os teatros (o Opera Garnier é minha sugestão), as lojas, catedrais, enfim, tudo o que puder. Mas não deixe de tirar um tempo para viver e respirar a cidade.


Para ajudar a programar a viagem, visite:  http://www.parisinfo.com/

Adoro essas feirinhas no meio da rua.
 
Vista que temos da cidade a partir do morro onde fica a Sacré Coeur.

 Place du Tertre
 
 Cena típica da França.
 
 Os cafés de Paris.
 
 Trocadero e Torre Eiffel.
 
 Passeio no Car Rouge, ônibus turístico aberto em cima, recomendo porque passa pelos principais pontos turísticos da cidade, com audio explicando tudo.


 Mais feirinhas no meio da rua.
 
 Tem algo melhor que a baguete da França fresquinha? Só se for o croissant!
 
Na casa do Juarez Machado, em Montmatre. 
 

Em frente ao Opera Garnier.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Passeio de bicicleta pela Alsácia

Uma das melhores lembranças que eu tenho da viagem à França é o nosso passeio de bicicleta entre Strasbourg (França) e a cidade de Kehl, na Alemanha. Era um dia fresquinho de primavera quando alugamos uma bicicleta cada um e passeamos sem parar por toda Strasbourg, atravessamos a ponte que liga a França à Alemanha e paramos em uma feirinha de rua em Kehl, uma cidadezinha com pouco mais de 30 mil habitantes às margens do rio Reno.

Tivemos muita sorte de ir parar naquela região onde havia a feira e pudemos experimentar delícias da região como a Flamekuchen, uma massa fininha com recheio de bacon, cebola e nata. Até trouxemos a receita e fazemos vez ou outra em casa.

Para quem estiver em Strasbourg, recomendo muito fazer este passeio. O trajeto é lindo, cheio de vegetação e super seguro. O aluguel das bicicletas é bem acessível. Pegamos às 8h e devolvemos às 18h. Conseguimos passear muito e conhecer a região sob um ponto de vista bem diferente.

Essa foto tiramos logo que chegamos em Kehl.

O caminho por si só já vale o passeio, é super arborizado, lindo!

Esta é a ponte que atravessamos...

... do lado de cá Alemanha e do lado de lá França. 

Tudo muito bem sinalizado.
 
Um pedacinho de Kehl.

Parada para comprar umas frutas, já na volta a Strasbourg.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A terra do Champagne

Veuve Clicquot, Taittinger, Mumm, Pommery.... Já pensou em um lugar com todas essas caves de champagne e muito mais? Esse lugar chama-se Reims, a capital da região de Champagne, na França. Um lugar lindo, mágico, tranquilo... Sabe o que é entrar na cidade e já sentir um cheiro diferente? Essa é a minha primeira lembrança de Reims, o aroma da cidade.

Reims, durante séculos, foi o local de coroação de todos os reis da França. A cidade tem uma arquitetura belíssima. Vale muito à pena conhecer a Basílica de Saint Remi, a Catedral de Notre-Damme e também o Musée Saint-Remi. A praça onde fica o escritório de turismo é uma graça, ali perto é possível sentar-se a uma mesinha na calçada, em um barzinho, ficar tomando champagne e assistindo ao movimento.

A cidade é pequena, duas noites são suficientes. Não se pode deixar de visitar uma das caves de champagne. Nós fomos à Taittinger, foi uma visita incrível, conhecendo todos os passos de produção da bebida, com uma deliciosa degustação no final.

Outro ponto forte de Reims são as pessoas: educadíssimas, super gentis, dispostas a ajudar e dar informações.

Não tem metrô, mas o sistema de ônibus funciona muito bem.

Para programar melhor a viagem, você pode solicitar uma brochura no site http://www.reims-tourisme.com. Eles mandam a versão impressa para o seu endereço, com mapa da cidade, guia turístico, etc.


Basílica de Saint-Remi

  Adivinha o que bebemos lá?

 Catedral de Notre-Dame
 Fachada do Office de Tourisme
 
Place du Forum, onde ficam uns restaurantes deliciosos.