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domingo, 11 de março de 2012

Sim, os franceses são gentis

Li uma matéria hoje no site da Viagem e Turismo que vem reforçar aquilo que eu sempre falo sobre a França: que lá encontramos pessoas gentis, educadas, dispostas a ajudar, solícitas. O título do artigo diz tudo "Gentileza gera gentileza". É nesta tecla que eu sempre bato, se um grupo entrar no restaurante falando alto, se tratar mal um atendente de loja, se não chamar as pessoas de "senhor" ou "senhora", é claro que receberá tratamento parecido de volta.

Mas, quando se é gentil com um francês a retribuição vem em dobro, em forma de cortesias as mais inesperadas, como, por exemplo, a que tivemos em um ônibus de linha em Reims, quando o motorista, percebendo que éramos turistas, levantou do seu assento e foi até a última fila de poltronas, onde estávamos sentados, para nos entregar um guia da cidade. Ou do senhor no ponto de ônibus em Paris, quando fomos pedir informação e ele respondeu em francês: "Qual língua vocês falam?" Jamais imaginávamos que, quando soubesse que falávamos português, explicaria todo o caminho no idioma lusitano.

Para quem ainda tem qualquer preconceito contra os franceses, vale à pena dar uma lida nesta matéria.

http://viajeaqui.abril.com.br/materias/dicas-para-lidar-com-franceses

 No Chez Eugène, na Place du Tertre, em Paris.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Paris sera toujours Paris...

O que eu posso falar sobre minhas impressões a respeito de Paris? É difícil resumir tudo em uma só frase, mas existe uma canção gravada pelo Maurice Chevalier (não sei quem é o autor da letra), que exprime bem o que eu acho da cidade: “Paris sera toujour Paris, la plus belle ville du monde...” (Paris será sempre Paris, a mais bela cidade do mundo).

A atmosfera elegante, as pessoas educadas, arte e cultura em toda parte... Eu tenho uma relação com o cheiro da cidade. Tem várias cidades cuja primeira sensação que vem quando eu me lembro delas é o cheiro. De Paris eu tenho isso, a lembrança do cheiro.

Se eu pudesse indicar um lugar para passar um dia inteiro exercitando a “L’art de vivre” francesa eu diria: guarde esse tempo para passear por Montmartre, o bairro mais boêmio da cidade, com artistas de todos os tipos, restaurantes fantásticos, arquitetura idem. Coma um boeuf bourguignon no Chez Eugène, uma tarte tatin de sobremesa e beba um vinho da casa por mim. É neste bairro que ficam o Moulin Rouge e a Sacré Coeur. Lá também tive a felicidade de visitar Juarez Machado, artista catarinense que ganhou a França com seu talento e suas excentricidades.

Mas também não é possível deixar de conhecer, estando em Paris, o apaixonante Musée d’Orsay, às margens do rio Sena, com seus Degas, Van Gogh, Monet, Cézanne, Gauguin, Matisse, Manet, e tantos outros. Na minha leiga opinião, tudo o que eu mais gosto de arte ocidental do início do século 19 e início do século 20 está lá. E o Orsay é muito mais acessível (no sentido de facilidade para conhecer as coleções) do que o Louvre.

Claro que é indispensável visitar os pontos turísticos como Torre Eiffel, Arco do Triunfo, os teatros (o Opera Garnier é minha sugestão), as lojas, catedrais, enfim, tudo o que puder. Mas não deixe de tirar um tempo para viver e respirar a cidade.


Para ajudar a programar a viagem, visite:  http://www.parisinfo.com/

Adoro essas feirinhas no meio da rua.
 
Vista que temos da cidade a partir do morro onde fica a Sacré Coeur.

 Place du Tertre
 
 Cena típica da França.
 
 Os cafés de Paris.
 
 Trocadero e Torre Eiffel.
 
 Passeio no Car Rouge, ônibus turístico aberto em cima, recomendo porque passa pelos principais pontos turísticos da cidade, com audio explicando tudo.


 Mais feirinhas no meio da rua.
 
 Tem algo melhor que a baguete da França fresquinha? Só se for o croissant!
 
Na casa do Juarez Machado, em Montmatre. 
 

Em frente ao Opera Garnier.